BARROS, NETO & Associados

14 14UTC dezembro 14UTC 2009

Polícia e Cidadania

Filed under: Artigos de Barros — Barros, Bispo & Associados @ 23:33

Segurança pública é direito fundamental de cada cidadão e este direito concretiza-se pela figura do policial, que é o responsável por fazer valer a aplicação da lei, garantir a ordem pública e a prevenção de crimes, com a finalidade de proteger a sociedade de um modo geral. O que parece ser de difícil compreensão para certos policiais é que proteger não é desrespeitar, ameaçar ou até mesmo agredir (física, mental ou moralmente) o cidadão, seja ele o de bem, que cumpre com suas obrigações na lei, ou mesmo o cidadão que contraria a lei, ou seja, o que comete crimes, pois este último tipo, também possui direitos como qualquer outro ser humano, não devendo ser tratado a base de tapas, murros ou chutes, pela autoridade que o aborda.

Deveras, o equilíbrio das ações do policial na tentativa de manter sua função na segurança pública é de imprescindível relevância e configura um assunto que deve ser tratado com extrema delicadeza. Pois o seu modo errado de agir pode prejudicar não só o cidadão, mas também o próprio policial. O policial deve atentar-se para o não cometimento do “abuso de autoridade”, pois esta atitude também configura crime e a pessoa incumbida de prevenir crimes não deve justamente deixar que ocorra o contrário consigo mesma, ainda mais que o resultado, mesmo que individual, dessa ação acaba por refletir como um todo na sociedade. Cria um sentimento de revolta e indignação, somado a descrença popular com a autoridade, que passa a ser temida e descriminada tanto quanto o verdadeiro criminoso.

É importante para o policial ter um preparo emocional e inclusive fazer o possível para a manutenção constante deste preparo, sabendo distinguir seus problemas pessoais com os problemas enfrentados no decorrer de sua carreira. Tão importante quanto o preparo emocional é o preparo técnico, jurídico-legal, sobretudo, ou seja, o policial deve estar ciente do modo correto de atuar mediante a legislação e principalmente lembrar que o cidadão não tem apenas obrigações e que o policial não está ali apenas para fazer garantir que estas obrigações sejam cumpridas. Deve lembrar também que o cidadão possui direitos e que a lei os assegura, conseqüentemente cabe a autoridade assegurá-los também.

Policiar significa civilizar, sendo o policial agente da civilização, da virtude social, devendo agir em prol do cidadão e não contra ele. Aquele que pensa de outro modo está fadado à ignorância, a prepotência e a falta de respeito ao gênero humano, pois o policial que apela para a violência sem necessidade é justamente aquele em que menos se encontra indícios de profissionalismo ou uma formação ética solidificada. Este tipo compromete cada pessoa que o rodeia bem como toda a corporação a que representa.

Vale lembrar aos policias, que estes também são cidadãos e que com toda certeza não gostariam, embora não se trate de uma questão apenas de gosto, mas sim de legalidade, de serem tratados sem o respeito devido ao ser humano, se estivessem no lugar da população.

_______________________________________

Recomendo como complemento ao meu artigo a visualização do seguinte vídeo abaixo, onde Ricardo Balestreri, nos fala, com sabedoria, sobre o papel do policial na sociedade:

Segurança pública é direito fundamental de cada cidadão e este direito concretiza-se pela figura do policial, que é o responsável por fazer valer a aplicação da lei, garantir a ordem pública e a prevenção de crimes, com a finalidade de proteger a sociedade de um modo geral. O que parece ser de difícil compreensão para certos policiais é que proteger não é desrespeitar, ameaçar ou até mesmo agredir (física, mental ou moralmente) o cidadão, seja ele o de bem, que cumpre com suas obrigações na lei, ou mesmo o cidadão que contraria a lei, ou seja, o que comete crimes, pois este último tipo, também possui direitos como qualquer outro ser humano, não devendo ser tratado a base de tapas, murros ou chutes, pela autoridade que o aborda.

Deveras, o equilíbrio das ações do policial na tentativa de manter sua função na segurança pública é de imprescindível relevância e configura um assunto que deve ser tratado com extrema delicadeza. Pois o seu modo errado de agir pode prejudicar não só o cidadão, mas também o próprio policial. O policial deve atentar-se para o não cometimento do “abuso de autoridade”, pois esta atitude também configura crime e a pessoa incumbida de prevenir crimes não deve justamente deixar que ocorra o contrário consigo mesma, ainda mais que o resultado, mesmo que individual, dessa ação acaba por refletir como um todo na sociedade. Cria um sentimento de revolta e indignação, somado a descrença popular com a autoridade, que passa a ser temida e descriminada tanto quanto o verdadeiro criminoso.

É importante para o policial ter um preparo emocional e inclusive fazer o possível para a manutenção constante deste preparo, sabendo distinguir seus problemas pessoais com os problemas enfrentados no decorrer de sua carreira. Tão importante quanto o preparo emocional é o preparo técnico, jurídico-legal, sobretudo, ou seja, o policial deve estar ciente do modo correto de atuar mediante a legislação e principalmente lembrar que o cidadão não tem apenas obrigações e que o policial não está ali apenas para fazer garantir que estas obrigações sejam cumpridas. Deve lembrar também que o cidadão possui direitos e que a lei os assegura, conseqüentemente cabe a autoridade assegurá-los também.

Policiar significa civilizar, sendo o policial agente da civilização, da virtude social, devendo agir em prol do cidadão e não contra ele. Aquele que pensa de outro modo está fadado à ignorância, a prepotência e a falta de respeito ao gênero humano, pois o policial que apela para a violência sem necessidade é justamente aquele em que menos se encontra indícios de profissionalismo ou uma formação ética solidificada. Este tipo compromete cada pessoa que o rodeia bem como toda a corporação a que representa.

Vale lembrar aos policias, que estes também são cidadãos e que com toda certeza não gostariam, embora não se trate de uma questão apenas de gosto, mas sim de legalidade, de serem tratados sem o respeito devido ao ser humano, se estivessem no lugar da população.

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

Feed RSS para comentários sobre este post. URI de trackback

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Tema: Rubric. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.